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Deputados cobram ações permanentes contra seca na Bahia
Durante reunião da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputados voltaram a cobrar do governo estadual medidas duradouras para enfrentar a seca que atinge várias regiões do Estado.
O presidente da comissão, deputado Manuel Rocha (UB), pediu esclarecimentos dos secretários da Agricultura e do Desenvolvimento Rural sobre o que tem sido feito de forma emergencial. Segundo ele, a chuva que caiu em algumas áreas nesta semana alivia, mas não resolve os problemas causados pela estiagem, como a falta de água para pessoas, animais e plantações.
Rocha defendeu a limpeza de aguadas e a perfuração de poços como soluções permanentes. Ele afirmou que o tema será debatido de forma contínua no colegiado.
O deputado Pedro Tavares (UB) também cobrou mais ações para a região de Irecê. Segundo ele, não houve anúncio oficial de medidas de impacto, e a situação segue crítica. Ele reforçou a importância da interligação entre bacias hidrográficas e da oferta de crédito para produtores rurais.
Luciano Araújo (SD) alertou para a situação da região do sisal, onde ainda não choveu. Ele criticou a falta de conclusão das obras de poços artesianos, afirmando que apenas 5% estão funcionando. Também defendeu o uso de dessalinizadores para tornar a água potável.
O deputado Hassan (PP) reforçou a ideia de interligação de bacias e defendeu convênios entre municípios e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) para limpeza de aguadas. Segundo ele, os municípios devem entrar com 10% do valor dos convênios.
O vice-presidente da comissão, Ricardo Rodrigues (PSD), sugeriu a distribuição de sementes de milho e mamona em regiões onde já choveu. Ele também apontou que a barragem de Mirorós, na região de Irecê, está operando com apenas 8% da capacidade.
Já o deputado Raimundinho da JR (PL) aproveitou a reunião para pedir atenção à BR-101, em Eunápolis, que segundo ele está em más condições. Ele afirmou que o desvio de rota na rodovia já dura mais de um ano e tem causado prejuízos à economia do sul da Bahia.
Fonte: ALBA




