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Lula critica protecionismo dos EUA e confirma candidatura à reeleição em 2026
Durante visita oficial à Indonésia nesta quinta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que será candidato à reeleição em 2026 e defendeu o comércio internacional com moedas locais, sem depender do dólar, tema que deve ser um dos pontos sensíveis em um possível encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos próximos dias.
“Vou completar 80 anos, mas estou com a mesma energia de quando tinha 30. E vou disputar um quarto mandato no Brasil”, declarou Lula durante coletiva ao lado do presidente indonésio Prabowo Subianto, no Palácio Merdeka, em Jacarta.
Lula e Subianto assinaram acordos de cooperação nas áreas de comércio, defesa, bioenergia e meio ambiente, além de reafirmar uma parceria estratégica entre os dois países. O presidente brasileiro destacou o interesse em ampliar as exportações de carne e frango e em fortalecer o papel da Embraer no fornecimento de aeronaves para o governo indonésio.
O petista também voltou a criticar o protecionismo comercial e o domínio do dólar nas transações internacionais. Segundo ele, Brasil e Indonésia “compartilham o compromisso com o multilateralismo, o desenvolvimento sustentável e uma ordem internacional mais justa”, afirmou Lula.
A visita marca o início da agenda asiática de Lula, que inclui participação na Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), na Malásia, onde Trump também estará presente. Fontes diplomáticas indicam que há disposição mútua para um encontro entre os dois líderes no domingo (26), o primeiro desde o aumento das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros.
Entre os temas que devem estar na pauta estão as barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, a cooperação ambiental e as tensões regionais na América do Sul. O governo brasileiro considera o diálogo uma oportunidade para “reorganizar a relação” entre os dois países.
Lula agradeceu ainda o apoio da Indonésia à COP30, que será realizada em Belém (PA), e defendeu uma transição energética “justa e sustentável”, com geração de empregos e redução das desigualdades.
Fonte: G1




