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Uso prolongado do Omeprazol exige cuidados
O omeprazol, um dos remédios mais usados no Brasil para azia e gastrite, não causa demência nem Alzheimer, segundo especialistas. A dúvida surgiu há cerca de dez anos, após estudos observarem uma possível ligação entre o uso prolongado do medicamento e o declínio cognitivo em idosos.
Pesquisas mais amplas e recentes, porém, não confirmaram essa relação, e hoje a ciência considera que o risco é indireto. O remédio pode reduzir a absorção de nutrientes importantes, como a vitamina B12, que é essencial para o bom funcionamento do cérebro.
O neurologista Carlos Eduardo Altieri, do Hospital Sírio-Libanês, explicou que os estudos que relacionavam o uso do omeprazol à demência eram apenas observacionais e não comprovavam causa e efeito. As pesquisas mais recentes não confirmaram essa associação.
Já a gastroenterologista Débora Poli destacou que o medicamento é seguro quando utilizado sob prescrição médica e por tempo determinado. Segundo ela, o omeprazol foi desenvolvido para uso controlado e, embora seja eficaz, não é isento de riscos. A médica lembrou ainda que o bloqueio contínuo do ácido do estômago pode reduzir a absorção de nutrientes como ferro, magnésio e vitamina B12.
O uso prolongado, sem reavaliação médica, também pode aumentar o risco de infecções intestinais e alterar a microbiota, mas sem relação comprovada com perda de memória.
Os especialistas recomendam que pacientes em tratamento crônico façam acompanhamento regular, especialmente idosos e pessoas que tomam vários medicamentos.
Fonte: G1




